Ataques cibernéticos, crimes de extorsão e proteção de dados pessoais são tema de seminário na Fiesp

CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Postado dia 24 de Junho de 2017

Como parte das ações da indústria no acompanhamento das inovações em tecnologia da informação, os Departamentos de Segurança (Deseg) e Jurídico (Dejur) da Fiesp promoveram nesta quarta-feira (21 de junho) um seminário sobre o combate preventivo e repressivo aos crimes cibernéticos, em parceria com o Ministério Público do Estado de São Paulo e com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).
 
Segundo o diretor e coordenador do Grupo de Trabalho de Segurança Cibernética do Deseg, Rony Vainzof, que desde 2015 desenvolve debates sobre a temática, o encontro frisou a importância do envolvimento das instituições, da indústria, do comércio e do setor financeiro no combate aos ilícitos cibernéticos. Na ocasião, especialistas discutiram questões de engenharia social e fraudes, proteção e sequestro de dados pessoais, provas digitais, internet das coisas e inteligência artificial.
 
Investimento e treinamento
 
O diretor de Negócios e Operações da Febraban, Leandro Vilain, explicou que os bancos investem cerca de R$ 20 bilhões em tecnologia por ano. Deste total, R$ 2,5 bilhões são direcionados apenas para proteção de informações sobre os clientes.
 
Em 2017, no entanto, a quantia promete ser ainda maior, já que o setor financeiro une esforços para uma reformulação do sistema de pagamentos nacional que passará a processar 4 bilhões de pagamentos por ano, algo em torno de 4 mil pagamentos por segundo em um dia de pico. “Nossa plataforma representará mais movimentações que a MasterCard em todo o mundo”, detalhou Vilain.  O projeto deverá ser concluído até o próximo dia 7, de acordo com o diretor.
 
Para além dos investimentos na área de segurança técnica, a diretora do Deseg Alessandra Borelli explicou que falta treinamento de colaboradores nas empresas, o que é considerado um dos fatores de maior risco envolvendo informações corporativas. “O número de ataques virtuais registrados por empresas brasileiras saltou de 2.300 para quase 9.000 entre 2014 e 2015, o que significou um valor médio de perdas financeiras de mais de US$ 2 bilhões”, alertou Alessandra.


Fonte: Da redação (publicobrasil.com.br), com Mayara Baggio, Ag.Fiesp.
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