• Brasília, 22 de Junho de 2018

BRASIL

União da Ilha, Salgueiro e Beija-Flor empolgam o público na Sapucaí

 A Beija-Flor defendeu o enredo Monstro é aquele que não sabe amar, os filhos abandonados da pátria que os pariu, criado pelo coreógrafo da comissão de frente Marcelo Misailidis, baseado no livro de terror Frankenstein, de autoria de Mary Shelley. “A crítica é sobre a ambição e a ganância desmedida do ser humano, que levam as pessoas a se perderem de si mesmo. É um enredo auto-reflexivo também, não é só voltado para a questão política ou da ganância econômica. É também auto-reflexivo sobre o processo das corrupções em geral e até sobre as questões ecológicos que precisam ser pensadas”, disse à Agência Brasil.

 
Na obra, que agora completa 200 anos, um cientista dá vida a uma criatura construída com partes de pessoas mortas, tornando-se uma figura feia. Depois de rejeitada pelo criador, ela vaga em busca de companhia. E no desfile, a figura foi usada para um dos momentos de crítica no carro com o título de A Intolerância. Além de trazer a cantora Pabllo Vittar na frente, no meio da alegoria uma cabeça enorme de Frankenstein, se desfazia em fatias onde se lia embaixo palavras como racismo, feminicídio, ódio, discriminação, preconceito e xenofobia.
 
Em outra parte do desfile, criticando a corrupção, uma ala fez uma encenação de um banquete com homens e mulheres. Os homens estavam de terno preto com um pano branco na cabeça, lembrando o episódio chamado de Farra dos Guardanapos, que ocorreu em setembro de 2009 e foi exposto ao conhecimento público por meio de fotos. Naquele momento Sérgio Cabral, então governador do Rio de Janeiro, e seus assessores participavam de uma comemoração com empresários brasileiros e franceses.
 
Fonte: Agência Brasil