BRASIL

O temor do PSL com os 'infiltrados'

Por Mário Benisti
 
A escolha ou definição de um nome, que venha ser companheiro de chapa do presidenciável Jair Bolsonaro - capaz de preencher todos os pré-requisitos e se adequar ao perfil do candidato - não tem sido uma tarefa fácil para Executiva Nacional da legenda (PSL), sobretudo para alguns de seus membros que insistem em buscar apoios ou celebrar alianças com outras legendas.
 
O crescimento (espantoso) na corrida eleitoral de 2018 do presidenciável se deve ao modo de como o deputado federal Jair Bolsonaro, ao longo dos anos – e de forma inalterada - se comportou diante das discussões dos grandes temas nacionais, despido das demagogias ordinárias e oportunistas, resistindo a todo tipo de assédios, chantagens e acossamentos, a partir da “censura branca” imposta pela grande mídia nacional, que o ignorou propositalmente por estar a serviço e subsidiada pela velha política do continuísmo “casuísta”.
 
O mapa de navegação a ser usado doravante pelo PSL deve ser o “geopolítico”, e não o “populista”. Bolsonaro não precisa de nenhum nome que venha abonar sua postulação – como José Alencar fez com Lula – ou Itamar Franco com Fernando Collor de Melo, que era um outsider e “neófito”. Muito embora o momento seja outro, porém as circunstâncias se assemelham. Quem “turbinou” em curto espaço de tempo a candidatura do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, foi o plano real, e a convicção do povão, que o Brasil mudaria com sua chegada à Presidência da República. O câncer da inflação (semelhante à corrupção dos dias de hoje) tinha corroído toda a economia do país. FHC adotou o critério “geográfico” para vencer o pleito, e escolheu como seu vice, o Senador Marco Maciel. Percebeu que seu concorrente direto era do nordeste (Lula da Silva) e que na eleição anterior (1989), Brizola que por apenas 01% não chegou ao segundo turno, tinha um vice do nordeste, o pernambucano ex-ministro da Justiça Fernando Lyra. Collor que venceu o pleito era nordestino (alagoano). E Lula que ocupou o segundo lugar era nordestino e pernambucano. FHC reconheceu a importância da região para sua vitória.
Os nordestinos em nada se identificam com a advogada Janaina Paschoal. Muito menos com o Deputado Federal Marcelo Álvaro Antônio (Minas Gerais), que pôs seu nome à disposição para compor a chapa ao lado de Bolsonaro. 
 
Jair Bolsonaro tem que continuar em sua rota batida, evitando cometer erros gritantes, como não o PSDB que não atentou para a campanha encetada por voluntários das redes sociais, que defendem a não reeleição de nenhum parlamentar, que tenha seguido os últimos. Na visão do eleitor independente - formador de opinião – essa gente teve sua chance e oportunidade de mudar, e tornar o país bom para os brasileiros. Se não o fizeram no passado, não farão agora (no presente). Nesta linha de raciocínio, abominam as legendas (cancerígenas) envolvidas na operação Lava-Jato. Marcelo Álvaro Antônio (atualmente no PSL) foi eleito deputado federal em 2014 pelo PR de Valdemar Costa Neto. O ideal é que Bolsonaro fique em sentinela, para evitar inclusive, “infiltrados” na causa.