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LinkLei: o que ť e como funciona a nova rede social dos operadores do direito

Largar uma carreira segura e rentável para empreender no universo jurídico não é uma tarefa para qualquer um. Foi o que fez a Caroline Francescato, atualmente CEO e fundadora do LinkLei, a primeira e maior rede social jurídica do Brasil.

A veia empreendedora sempre fez parte de sua jornada. Ao finalizar a faculdade de Direito na PUC-RS, Caroline já empreendeu e abriu o primeiro escritório de Direito de Família e Sucessões de sua cidade natal, Caxias do Sul.

A executiva na época já tinha uma carteira de mais de 50 clientes, que estava indo bem, mas ao perceber as dificuldades para se comunicar com outros colegas em meio aos desafios naturais da profissão, notou um gargalo no setor e identificou que poderia ser uma oportunidade interessante para empreender.

Foi então em uma tarde no escritório que desenhou o que seria uma rede jurídica que conectaria apenas profissionais, em que eles teriam um perfil como site e todos os conteúdos que postassem fariam parte de uma gamificação que ordenaria os profissionais no site por aqueles mais engajados. Foi ali que começou a nascer o LinkLei, uma rede social jurídica que ajuda não apenas a desenvolver o profissional pela educação e conteúdo, mas a promovê-lo.

O investimento inicial foi de cerca de R$ 5 mil, na estruturação da plataforma, e na sequência teve a ideia de levar o projeto para ser expandido pela aceleradora Ezoom. Em menos de um ano, Caroline teve que encerrar atividades no escritório para se dedicar exclusivamente à plataforma.

O primeiro desafio enfrentado foi a transição de carreira, ao perceber que realmente desejava empreender no mundo da tecnologia e do direito, para levar inovação à área. “No início foi difícil renunciar ao seguro e estável universo da advocacia para abrir minha empresa e lidar com comentários de que estava abandonando minha profissão. Poucas pessoas encaram que legaltech é um novo ramo do Direito e que a maioria dos fundadores das startups de tecnologia jurídica são pessoas formadas na área, afinal somos capazes de unir o nosso conhecimento de mercado e dos problemas do dia a dia com a tecnologia e a inovação”, disse a fundadora do LinkLei.

Atualmente, a maior dificuldade é como mulher, no sentido de se posicionar em um mercado predominante masculino, tanto na parte tecnológica, quanto no setor jurídico, em um mercado que não está muito aberto à inovação e quebra de paradigmas.

E Caroline vem conseguindo superar seus desafios dia após dia e conquistando cada vez mais espaço nesse universo. O LinkLei foi criado em maio de 2018 e vem crescendo a cada ano com o propósito de conectar o mundo jurídico para geração de oportunidades e negócios. A executiva também criou o LinkLei Academy, braço de educação, que por meio de cursos rápidos e acessíveis ajuda profissionais de diversas áreas e setores em busca de qualificação e conhecimento.

E a expectativa para o próximo ano é de consolidação no setor como a maior rede de conhecimento e oportunidades no segmento. A legaltech recebeu um aporte recentemente (valor não revelado) e busca nova captação no segundo semestre de 2021. A rede social jurídica é destinada, principalmente, a advogados, estudantes, bacharéis e profissionais do setor jurídico. Sua base de usuários saltou de 6 mil antes da pandemia para 14 mil nesse período, já que em meio a um período de mudanças culturais importantes relacionadas ao setor jurídico, os advogados entenderam a necessidade do digital. Em 2019, foi destaque no Brazil Digital Report, como uma das startups mais importantes do Rio Grande do Sul.