ECONOMIA

Insights do SXSW 2022 para a Comunicação Corporativa

O South by Southwest, popularmente conhecido como SXSW, reúne anualmente milhares de pessoas em seus festivais de música, cinema e tecnologia. A Aberje, sempre que julga relevante, produz coberturas exclusivas de eventos de interesse da comunicação corporativa. A partir da colaboração de quem esteve presencialmente em Austin, no Texas, acompanhando mais uma edição do SXSW, reunimos os principais insights ao redor dos temas que impactam o dia a dia dos profissionais de comunicação.
 

Essa entrega chega primeiro aos membros do LiderCom e, posteriormente, a toda a rede associada. 

7 insights do SXSW 2022:

  • A arte do encontro – Mais do que nunca é preciso pensar na qualidade dos nossos encontros e fazer com que eles sejam transformadores. É o que disse Priya Parker, especialista em resolução de conflitos, consultora e autora do livro The art of gathering. Sua palestra no Ted Talks tem mais de 2,5 MM views.
  • Metaverso precisa de protocolo único – “Estou muito focado na interoperabilidade do metaverso, porque acho muito importante que as pessoas possam ir de uma experiência para outra. O metaverso é muito menos útil se você estiver restrito a um aplicativo ou um jogo”, disse Mark Zuckerberg, CEO da Meta, em seu painel. Conheça o Horizon Worlds.
  • Metaverso e games – Com o metaverso, será inevitável difundir a cultura dos games em todas as indústrias. “Todas as indústrias agora terão a oportunidade de ver o que vemos nos games: empatia, colaboração e proximidade entre as pessoas”, disse Sarah Bond, da Xbox. “O metaverso é como cloud era há 5 anos. É um nome ao qual todos os negócios estão tentando se agarrar, mas já vemos elementos do metaverso em games como Roblox e Fortnite”, descreveu Reggie Fils Aimé, ex-presidente da Nintendo.
  • Futuro do metaverso será em áudio – O futuro do metaverso e da Web3parece logo ali, mas, afinal, como vai ser essa nova internet? O professor da Universidade de Nova York e apresentador da CNN americana Scott Galloway aposta que o metaverso não vai ser como se imagina e vai crescer utilizando recursos de áudio, não visuais. Para ele, o metaverso vai sim avançar, mas com o uso de devices de áudio. Os fones de ouvido serão conectados às novas tecnologias, o que vai permitir interações muito reais com as máquinas de inteligência artificial.
  • O dilema das redes continua – Funcionamos a partir de emoções paleolíticas, instituições medievais e tecnologias que se assemelham a “Deus”. A complexidade do mundo digital só está aumentando, mas nossa capacidade de responder a ela não. É o que pensa Tristan Harris, fundador do Center for Humane Technology, que foi destaque do segundo dia do SXSW. Entrevistado do documentário O dilema das redes, da Netflix, Tristan trouxe argumentos para provar que os problemas das redes estão longe de ser superados – mas podemos fazer isso de forma coletiva. Tristan fez um apelo às empresas e  líderes do mercado de plataformas e redes sociais, para que tomem cuidado com mantras como “dar ao usuário o que ele quer”, “maximizar a personalização”, “capturar a atenção” e “crescer a todo custo”. Tristan também destaca o papel dos líderes em denunciar más práticas das plataformas digitais, como fez Frances Haugen, ex-gerente do Facebook responsável por denunciar a empresa ao congresso americano (ela também estava no SXSW). Assim como ela, outros líderes têm denunciado más práticas de redes sociais. “Investidores não querem mais investir em redes sociais que podem ser pressionadas pelos congressos. Essas denúncias estão colocando em xeque os modelos de negóciosque nos colocam como produtos para anunciantes, e não como consumidores”, disse

Ele liberou o curso “Foundations of Humane Technology” gratuitamente. A ideia é ajudar profissionais da indústria a construir produtos digitais de forma consciente. Se interessou? O link está aqui: www.humanetech.com/course

  • NFTs em cheque – Apesar do hype em torno das NFTs, a futurista Amy Webb, fundadora do Future Today Institute, não vê colecionáveis digitais e NFTs como tendências duradouras. “NFTs não carregam nenhum valor intrínseco e são valiosos apenas pela escassez. A analogia entre NFTs e o mercado de arte não é real. Claro, NFTs são divertidas e dão um passo em direção a uma nova infraestrutura de web, mas vão saturar muito rápido”, argumentou.
  • Inteligência Artificial – Os modelos de processamento de linguagem natural avançaram a ponto de a IA gerar textos e imagens como humanos (e tão bem quanto jornalistas e artistas). O modelo GPT-3, da Open AI, é capaz de receber um “briefing” de texto e gerar textos argumentativos complexos em menos de 3 segundos. Já o Dall-e, modelo de linguagem com foco em imagens, é capaz de gerar imagens do zero. Basta você pedir o que quer que ele crie e a máquina gera uma série de imagens relacionadas. Da mesma forma, as deep fakes e perfis de pessoas gerados por computador estão cada vez mais convincentes. Um exemplo é o gerador de vídeo por AI Synthesia.

 Para explorar mais conteúdo:

Aqui você assiste a trechos dos painéis do festival (vídeo)

Cobertura completa do SxSW (Globo)

10 leituras essenciais pós-SXSW